CAPTAÇÃO DE RECURSOS: COMO NÃO DEPENDER DAS EMPRESAS

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

Nessa política de projetos composta pela Lei Rouanet, Lei do Audiovisual e outras similares estaduais e municipais, geralmente o mais difícil não é a aprovação da proposta inscrita no Salic Web ou formulários, mas a captação de recursos.

 Se a sua dificuldade for a elaboração de projetos, a  vídeo-aula e tutorial sobre como conseguir modelos de projeto no Salic Web pode lhe ajudar bastante. Basta um pouco de dedicação e aprender tudo que está ali, passo a passo, para reduzir (e muito) o tempo gasto na elaboração e saber como evitar os erros mais comuns dos projetos culturais, aprendendo com os erros (e acertos) dos outros.

 

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros.

Augusto Cury

Voltando ao nosso assunto principal do artigo, há uma modalidade de captação que possui um potencial incrível e que é pouquíssimo explorada, e é disso que trataremos nesse artigo: A captação de recursos de pessoas físicas.

Se você já entende como funciona a elaboração de projetos e captação de recursos, e deseja saber logo como limite que cada pessoa pode doar para os projetos culturais baixe o tutorial aqui:

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Ou continue lendo para saber mais sobre:

  • Como funciona a captação de recursos pessoa física.
  • Os dados estatísticos das captações de recursos realizadas nos últimos anos na Lei Rouanet
  • Porque realizar projetos culturais captando recursos de pessoas físicas é muito mais viável e pouco utilizado.
  • Como calcular o limite que cada pessoa pode doar para os projetos culturais

COMO FUNCIONA A CAPTAÇÃO DE RECURSOS PESSOA FÍSICA

Vou explicar esse assunto a você contando a história de um amigo, o João do Pife:

João é músico popular e atua num ponto de cultura de um populoso bairro no subúrbio da cidade em que vivo, ensinando música a crianças de sua comunidade há mais de 10 anos. Seu trabalho é reconhecido pela população local, que enxerga nessa ação cultural algo de grande valor.

Só que este pode ser o último ano em que João ensinará ali, pois ele não tem mais dinheiro para manter o espaço. No ano passado até inscreveu um projeto na Lei Rouanet, que foi aprovado, mas ele não conseguiu patrocínio.

Muitas empresas nem o receberam, e as que ainda o ouviram não se interessaram em patrocinar, pois só queriam projetos grandes, com propaganda na TV e Outdoor. João só queria vinte mil para manter o projeto durante o ano inteiro. O que é vinte mil para transformar a vida de tantas crianças?

O que ele não sabia é que havia uma outra possibilidade, bem abaixo de seus olhos: as pessoas do bairro podem doar para o projeto parte do imposto de renda que recolhem todo ano.

Quando ele soube disso se abriu um novo horizonte, suas esperanças foram renovadas. Ele e os alunos começaram uma campanha pelas ruas do bairro, porta à porta, pedindo apoio para que o sonho deles continuasse vivo. Muitos vizinhos aderiram. Pessoas de outros bairros vizinhos também contribuíram com a campanha, inclusive alguns médicos e advogados que atuavam na região e que viam a importância do trabalho.

Já era o mês de novembro, e alguns acabaram desistindo de doar porque acharam trabalhoso demais ter que dar um monte de documentação e depois ter que colocar isso na declaração do imposto de renda. Mesmo assim João conseguiu reunir 286 pessoas doando parte do seu IRPF – Imposto de Renda Pessoa Física, levantando pouco mais de dezesseis mil reais para seu projeto.

Foi uma correria, pois estávamos perto do fim do ano, e a doação só podia acontecer até 31 de dezembro. O projeto continuou, e com um novo incentivo, não só financeiro, mas social também, pois eles agora eram patrocinados por 286 famílias, apoiando, incentivando e tornando em realidade o sonho de João do Pife e daquelas crianças. Isso é o que podemos chamar de capital social.

Essa história acima retrata a realidade que muitos artistas enfrentam para participar do Programa Federal de Incentivo à Cultura, principalmente os de menor expressão. Essa teve um final feliz, que é acessível a todos, com uma possibilidade pouquíssimo utilizada e com grande potencial: a captação de recursos de pessoas físicas para projetos culturais.

Pense bem se essa não pode ser a saída para seu projeto cultural sair do plano das idéias e virar realidade!

Continue lendo para aprender como fazer isso

OS DADOS ESTATÍSTICOS DAS CAPTAÇÕES DE RECURSOS REALIZADAS NOS ÚLTIMOS ANOS NA LEI ROUANET

Por incrível que pareça o valor da recursos captados todos os anos não chega nem perto do teto estabelecido no orçamento federal.

No ano de 2012 a renúncia girou em torno de R$ 4 Bilhões, captando-se somente R$ 1,2 Bilhão, e em 2013 manteve-se a média do ano anterior.

De um universo de 3.093 empresas tributadas no Lucro Real (única modalidade permitida na Lei Rouanet para Pessoa Jurídica) somente 1,3% destas patrocinam projetos culturais. Se formos para as pessoas físicas este número cai para 0,02%. Esses dados estão disponíveis no site do MINC.

Vejam o imenso potencial que ainda há para a captação de recursos, tanto por pessoa física quanto Jurídica. Você tem ideia do quanto pode conseguir de recursos somente com colegas de trabalho ou mesmo com os vizinhos de sua rua?

Então continue lendo para aprender a fazer isso.

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PORQUE REALIZAR PROJETOS CULTURAIS CAPTANDO RECURSOS DE PESSOAS FÍSICAS É MUITO MAIS VIÁVEL E POUCO UTILIZADO.

Particularmente não gosto dessa expressão “captação de recursos”, só usei aqui porque todo mundo utiliza. Prefiro mais “construção de parcerias para o projeto” ou “patrocínio cultural”. Pode ser um trauma da abominável e recorrente política “pires na mão” facilmente encontrada em diversas situações da carreira artística. Algum dia faço análise e descubro, mas saiba que só estou usando aqui para fins didáticos, ok .

Sem entrar na polêmica dos projetos que contam com a participação de artistas da grande mídia e que são sempre geralmente favorecidos pelas grandes empresas em detrimento dos demais, penso que não podemos ficar só reclamando destes e lamentando o nosso insucesso esperando sentados um novo procultura.

Precisamos de uma alternativa, e é isso que estou mostrando a você: Ela é mais fácil e acessível, contudo é trabalhosa, mas veja só o potencial: uma pessoa física que faça seu imposto de renda na modalidade completa pode destinar a um projeto cultural até 6% do seu imposto.

Pode não parecer muito, mas se usarmos como exemplo um médico ou advogado que ganhe em média R$ 20.000,00 por mês, ele pode destinar R$ 2.971,57 para um projeto cultural do seu imposto de renda. Pode não parecer muito, mas caso consiga 20 profissionais com esta renda e você terá um projeto de quase R$ 30.000 reais! É ou não é viável? Chegar a um profissional liberal é muito mais fácil que passar pela peregrinação secretária – setor de marketing – conselho da empresa – contador que uma grande empresa exige!

Quer aprender a fazer esse cálculo? Então leia o próximo tópico...

COMO CALCULAR O LIMITE QUE CADA PESSOA PODE DOAR PARA OS PROJETOS CULTURAIS

Nesse tutorial em PDF eu explico passo a passo como calcular quanto cada pessoa pode doar do seu imposto de renda pessoa física para um projeto na Lei Rouanet. É só inscrever e receber o link para download imediatamente!

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A captação desses recursos funciona parecido com os sites de vaquinhas virtuais ( crowdfunding ), tipo cartase, sibit, etc, mas respeitando as formalidades dos programas de incentivo à cultura. Um site que indico é o Partio, que tem entre os projetos promovidos o Doutores da Alegria que citei no último artigo, lembra?

Eu pretendo no futuro fazer um site desse, não só para a Rouanet, mas também para o Programa Djalma Maranhão, que é a lei municipal de Natal de incentivo à cultura. Aqui podemos destinar 20% do IPTU para projetos culturais, e fico imaginando uma quadrilha junina ou então um pastoril como o  Dona Joaquina (cultura popular potiguar) realizando seus projetos só com o IPTU dos moradores de seu bairro. Já imaginou que lindo isso é? Mas isso é papo para outro artigo, aguardem os próximos capítulos...

Espero que tenha gostado do conteúdo!

Esse texto foi escrito depois de quatro leitoras do site pedirem informações sobre captação de recursos. Respondi a elas, mas vi que esse texto poderia também ajudar a muitos outros. Ajudou a você, não foi?

Se você ainda tiver alguma dúvida sobre como utilizar a captação de recursos de pessoas físicas é só escrever nos comentários abaixo, que responderei com todo o prazer! E quem sabe não escrevo o próximo artigo com base na sua dúvida?

Falando em dúvidas, lá no  grupo no Facebooké um ótimo lugar parasaber das novidades sobre projetos e editais. Já conhece? Não! Você não tem ideia do que está perdendo! Entre lá e participe!

Te espero por lá.

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Onde Preferir, mas apareça! 🙂

É muito bom contar contigo e trocar experiências, seja onde for!

Forte Abraço

Sobre o Autor

Claudio Machado é gestor cultural, músico, empreendedor e apaixonado pelo que faz! Quer saber mais? Clique aqui.

Comentários

1 Comentário

  1. Luma Oquendo

    “…R$ 2.971,57 para um projeto cultural do seu imposto de renda. Pode não parecer muito, mas caso consiga 20 profissionais com esta renda e você terá um projeto de quase R$ 30.000 reais! É ou não é viável? …”
    no caso, 2,9K x 20 nao seria quase 60K ao inves de 30K? 😉
    Parabens pelo texto e obrigado pelas dicas.

    Responder

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